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Os distúrbios comportamentais
são, sem duvida, um dos aspectos mais angustiantes
da doença de Alzheimer.
Deve-se ter em conta que determinados comportamentos, como gritar, vagar
pela casa, episódios de irritabilidade e agressividade podem ser
uma forma de comunicação, a exemplo do choro dos recém-nascidos.
Por outro lado, algumas alterações comportamentais são
aceitáveis, por não apresentarem riscos, não necessitando
de tratamento.
Podemos apresentar o exemplo de um paciente de origem alemã com
algumas dificuldades com o nosso idioma que foi internado em uma clínica
geriátrica para tratamento. Tinha sido um alto executivo que passou
toda a sua vida em viagens internacionais, tendo sempre ao seu lado inúmeros
assistentes. Acostumado ao seu estilo de vida fez grande amizade com
outro paciente também portador de doença de Alzheimer,
de origem mais humilde, tendo sido açougueiro durante toda a sua
vida. Cresceu entre os dois uma grande compatibilidade e andavam juntos
todo o tempo. Tanto um como o outro se adaptaram em um relacionamento
hierárquico onde o paciente alemão era o chefe e o outro
seu assistente. Invariavelmente ao passarem defronte a administração
, onde são operados computadores, o chefe ordenava à secretária:
Bom dia. Por favor, faça duas reservas no próximo vôo
para Munique, para mim primeira classe e classe econômica para
ele”. Percebe-se que, apesar da total falta de realidade, o senso
de hierarquia continuava preservado. Aparentemente esse fato, que se
tornou rotina, o acalmava e lhe conferia tranqüilidade e segurança.
Sendo esse tipo de comportamento absolutamente inofensivo e sob certos
aspectos até positivo, nada há que ser feito. Surpreende-lo
seria dizer-lhe que lá não era um balcão de viagens
aéreas e que, portanto, não haveria maneira de ele voltar
para a sua terra com o seu assistente de acordo com a hierarquia que
estava acostumado a respeitar.
Diante de um comportamento anormal, sem causa aparente, devemos investigar
e, pelo método da exclusão, tentar descobrir se por trás
dessa manifestação não há um código
de comunicação embutido.
Três fatores, basicamente, afetam o bem-estar e alteram o comportamento:
fatores relacionados ao ambiente, aos cuidados e ao próprio
paciente. Dependendo da alteração de comportamento apresentada,
certas providências podem ser adotadas, minimizando e até contornando
determinadas situações.
FATORES RELACIONADOS AO AMBIENTE
Quanto ao ambiente deve-se checar: se a temperatura está adequada,
muito frio ou muito calor, luz ofuscante ou muito escuro, muito barulho,
muitas visitas, sensação de solidão, sombras simulando
vultos de pessoas ou animais, vento fazendo ruídos aterrorizantes
etc.
Tente observar e sentir o ambiente colocando-se no lugar do paciente,
com certeza você poderá perceber o ambiente de maneira diversa
e talvez possa tomar algumas providências altamente positivas para
contornar determinados comportamentos indesejáveis.
FATORES RELACIONADOS AOS
CUIDADOS
Dependendo do nosso comportamento e tom de voz, o paciente saberá se
estamos calmos ou não, reagindo assim de variadas formas. Reavalie,
repense o seu comportamento, faça um pequeno intervalo e reavalie
se o seu humor, gestos, tom de voz e atitudes estão provocando
as reações indesejáveis que você está tentando
contornar. Se não sabemos ou não estamos certos se estamos
agindo adequadamente, mudar a estratégia, modificando o comportamento
que vínhamos adotando, é uma boa tentativa terapêutica.
FATORES RELACIONADOS
AO PACIENTE
Por último, existem os fatores relacionados com o próprio
paciente e normalmente estão ligados ao seu bem-estar físico.
Fome, sede, frio, calor, dor, presença de fezes ou urina nas roupas,
cansaço por estar sentado muito tempo, constipação
intestinal, coceiras e outras possibilidades como querer sair da cama,
mudar de posição e mesmo a presença de alfinetes
ou insetos devem ser pensados.
MANEJO ASPECTOS GERAIS
O primeiro passo na abordagem das alterações de comportamento é identificar
a causa, o fator desencadeante.
Detectadas as alterações deve-se enfrentar um distúrbio
de cada vez e nunca tentar resolver todos ao mesmo tempo.
Alguns pacientes, mesmo em fases mais adiantadas, podem responder a perguntas
simples e diretas; então, não deve-se hesitar em perguntar
ao paciente, pois mesmo não respondendo verbalmente poderá de
alguma maneira fornecer indicações negativas ou positivas à sua
indagação.
Uma atitude que certos cuidadores costumam adotar na tentativa de contornar
os comportamentos indesejáveis é a de usarem recompensas.
Se o paciente colabora recebe um prêmio.
Não discutimos o mérito do método, não o
apoiamos ou o reprovamos, apenas registramos que várias famílias
encontram soluções não usuais que devemos conhecer.
Definida a estratégia, devemos solicitar a todos que estão
envolvidos diretamente com o paciente para colaborarem adotando a mesma
conduta.
Uma regra geral é a de não valorizar os distúrbios,
demonstrando total desinteresse pelo que está ocorrendo. Por outro
lado, deve-se vivamente manifestar contentamento com as atitudes
positivas que o paciente venha a demonstrar.
A fronteira entre como se comportar nessas e em outras situações é muito
pouco definida e deve ser ditada pelo bom senso.
O que funciona para um paciente pode não ser positivo para outro.
Não existem fórmulas mágicas de comportamento a
serem adotados. A experiência e a vivência de cada um, de
acordo com as variantes culturais, ambientais e outras, é que
determinarão as possibilidades de agir corretamente.
O Fórum do Alzheimermed é de grande valia, onde é possível
expor determinadas situações,pedir ajuda e conhecer
vivências e contar com outras opiniões.
Um aspecto filosófico, com respeito ao enfrentamento destas questões, é a
sensação de impotência e frustração
quando tentamos tudo e o paciente mantém as mesmas alterações.
Temos que ser práticos nesse caso.
Se o cuidador está cônscio do trabalho que vem realizando,
se está convicto de que está tentando encontrar formas
de contornar as alterações comportamentais, deve sentir-se
tranqüilo, independente do resultado final,sem culpas.
Se tiver sucesso, ótimo, porém, se as estratégias
utilizadas fracassaram, novas alternativas devem ser pensadas. O importante
nesse processo é insistir sempre, continuar tentando.
É provável também que o cuidador tenha obtido resultados
extremamente positivos com soluções e atitudes nunca descritas
ou mesmo imaginadas e devem tornar isso público para ajudarem outros familiares.
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VAGÂNCIA
Esse distúrbio de comportamento é, sem dúvida, o
que traz maiores riscos de danos físicos.
Devido ao fato de o paciente andar sem parar, para cá e para lá,
gera também, alto sentimento de angústia ao cuidador instalando-se
uma considerável e nociva tensão ambiental. O temor que
sentimos pela possibilidade de o paciente sofrer uma queda ou saída
do ambiente controlado podendo subir ou descer escadas, saindo para o
exterior da casa correndo o risco de um atropelamento por não
discernir o risco, tornam a tensão e a angústia cada vez
maiores.
Há pacientes que permanecem vagando por um percurso curto, indo
e vindo, outros elaboram um percurso extenso, passando e encostando por
móveis, indo até paredes, retornando ao ponto inicial e
repetindo esse processo um sem-número de vezes.
A vagância pode se tornar mais angustiante ainda, quando o paciente,
além de vagar, repete sem parar e em voz alta alguma palavra como,
por exemplo, mamãe, mamãe ou mesmo o nome do cuidador durante
todo o dia sem descanso, sem parar. Esses tipos de vagância com
sonetos de repetiçãoinvariavelmente determinam uma institucionalização
definitiva pela evidente impossibilidade de convívio.
A vagância noturna é ainda mais problemática pelos
incidentes e transtornos que acarretam.
Alguns pacientes, especialmente na fase inicial, quando ainda mantém
alguma autonomia para saírem sob pretexto de algum afazer na vizinhança,
podem ser encontrados vagando por estarem perdidos e desorientados.
Qualquer mudança na rotina do paciente, como mudança de
bairro, deve ser avaliada. A certos doentes, se familiarizados com o
bairro e com a vizinhança, podem-se permitir saídas curtas,
sob supervisão desde que estejam devidamente identificados , braceletes
com endereço e telefone etc.
Nas mudanças de bairro, a manutenção dos hábitos
que permitiam saídas curtas, relativamente vigiadas, deve ser
reavaliada, uma vez que o paciente pode se sentir totalmente perdido
e desorientado.
Alguns autores teorizam que o paciente vaga pois está à procura
de algum local para estar em segurança; outros que dizem estão
em busca do seu passado; há ainda os que afirmam que este ato
ocorre em virtude da necessidade de despender energia física e
mental ou a necessidade de interação social.
O CONTROLE DA VAGÂNCIA
A primeira medida é identificar o agente causador da vagância.
Todos os comportamentos indesejáveis podem estar ligados a alguns
fatores e temos que tentar identificá-los.
Na fase inicial, quando o paciente ainda possui algum grau de autonomia
e faz passeios desacompanhado, é possível que num determinado
momento se sinta perdido, necessitando de alguma orientação
adicional que o faça reencontrar-se.
Certos familiares, nesses casos, fornecem ao paciente algumas indicações
e orientações precisas de como se comportar caso se perderem
(número de telefone etc.). Devemos lembrar que, na fase inicial,
os pacientes podem ler e entender ordens simples e claras e também
que a limitação do espaço e da autonomia deve ser
avaliada para a estimulação de sua independência
dentro de parâmetros racionais de segurança.
O exercício físico controlado, se o paciente tem necessidade
de gastar energia, é uma medida adequada e trará bons resultados.
As atividades recreacionais alternativas também devem fazer parte
do arsenal terapêutico de medidas complementares.
Podemos reverter à vagância convidando o paciente a fazer
ou ver algo conosco.
Mesmo com todos os esforços, muitas vezes, a vagância não
pode ser evitada; nesses casos temos que adotar medidas que protejam
o paciente e tornem esse comportamento mais aceitável.
Deve-se então reservar um local livre de móveis, tapetes
e qualquer obstáculo para que ele ande seguramente.
O uso de sapatos com solado de borracha além de assegurar melhor
equilíbrio e aderência ao solo, evitam que se ouça
o barulho dos passos.
Várias tentativas têm sido feitas por cuidadores no controle
da vagância.
Alguns advogam que a TV ligada ou uma conversa tranqüila sobre o
passado com a ajuda de um álbum de fotos da família ou
um passeio podem ajudar a diminuir a vagância.
Outros já, a beira do desespero, optam por revestir o piso e trocar
as portas e janelas por material acústico a prova de som, preparam
o ambiente de modo a reduzir a possibilidade de quedas e acidentes e
trancam as portas deixando que o paciente vague à vontade.
Outros chegam a mudar seus aposentos para o mais longe possível
do quarto do paciente, trancam as portas e usam tampões na orelha.
As possibilidades são inúmeras e a cada caso devem ser
convenientemente exploradas.
O uso de restrições ao leito normalmente só contribui
para o desencadeamento de reações catastróficas,
agressividade e irritabilidade.
A restrição física é o último recurso
a ser utilizado.
É importante também que se tente detectar se o paciente não
está tentando externar algum medo ou algum desconforto e esteja usando
esse comportamento de modo reativo. Como o paciente vagante costuma ter horários
predeterminados para iniciar a sua peregrinação, é aconselhável
que nos antecipemos a isso e promovamos com eles longas caminhadas ou exercícios
físicos de modo a promover um gasto extra deenergia. Poderemos, ao cabo
de alguns dias, analisar se essa providência teve algum efeito sobre o
comportamento indesejável.
Devemos advertir que a atividade física deve ser bem dosada, pois
o excesso de cansaço pode também ser causa de quadros de
agitação.
Especialmente nos casos de vagância noturna, uma ótima medida é falarmos
ao paciente com carinho que está escuro porque é noite,
que é hora de dormir, que ele não está só,
que todos irão dormir inclusive ele, que tudo está bem
etc. Essa mensagem, repetida várias vezes e complementada com
o contato físico carinhoso tem efeitos terapêuticos extremamente
potentes e positivos.
Às vezes a vagância seguida de agitação está ligada
a hábitos do passado.
Um paciente foi gerente de loja no centro da cidade durante toda a sua
vida e tinha entre as suas obrigações a responsabilidade
de abrir e fechar a loja todos os dias. Como ele era o único que
possuía a chave, sabia que se não estivesse no local no
horário certo comprometeria todo o funcionamento comercial, que
os outros funcionários não poderiam trabalhar etc.
Esse paciente melhorou consideravelmente quando os cuidadores entenderam
suas preocupações dizendo a ele ou que era feriado, domingo
ou que já haviam providenciado a abertura da loja e que tudo corria
bem, que não se preocupasse.
Uma maneira eficiente de fazermos a investigação das possíveis
causas de vagância é a manutenção de um registro
diário de ocorrências.
Esses registros são extremamente úteis, pois permitem
relacionar os fatos ocorridos a eventuais comportamentos reativos. Devem
conter informações que possibilitem identificar se a vagância
teve início por algum fato ou emoção, se houve alguma
palavra ou frase que a desencadeou etc.
Esgotadas todas as outras possibilidades no manejo de vagância,
existem determinados instrumentos para que se faça a restrição
do paciente.
Esses recursos são necessários quando sabemos que a segurança
do paciente está seriamente ameaçada.
A decisão do uso destes aparatos deve ser tomada em conjunto com
o médico.
Existe desde formas domésticas de usar um lençol, na região
da cintura de modo a não dificultar a respiração,
em pacientes mais debilitados, determinadas cadeiras cuja tampa frontal
impede a saída, até cadeiras mais sofisticadas que, por
serem reclináveis, mantém o paciente numa determinada inclinação
que o permite manter todas as atividades normais, comer, ver tv etc.,
porém o impedem de levantar-se e sair sem auxílio.
Essas cadeiras possuem também cintos de segurança como
medida adicional. Essas restrições, às vezes, são
inadequadas a certos pacientes,e só irão aumentar em muito
a freqüência e intensidade de episódios de agitação
psicomotora e confusão mental.
Se entendermos que o paciente vaga à procura de segurança
em seu passado, a colocação ao seu alcance de objetos conhecidos
que representem fases de sua vida como diplomas, medalhas ou de fotografias
antigas de família poderá de alguma maneira suprir o que
ele está buscando e teoricamente terão a propriedade de
reduzir a vagância.
Os medicamentos devem ser avaliados e só devem ser utilizados
em casos extremos, após todas as medidas não medicamentosas
fracassarem.
O uso de medicamentos tranqüilizantes pode ser negativo, comprometem
o equilíbrio e conseqüentemente aumentam o risco de quedas,
além de poderem por efeito paradoxal,promover estados de agitação,
potencializando também o risco de acidentes.
Nesses casos a avaliação médica é imprescindível
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O COMPORTAMENTO
SEXUAL
Apesar de não ser uma alteração comportamental comum,
pode estar presente e por questões sócio-culturais representa
grande preocupação e angústia.
De uma maneira geral, essas manifestações felizmente são
esporádicas e raras.
Os distúrbios mais comuns na conduta sexual são: a masturbação,
exposição de genitais e o ato de despir-se em público.
A grande advertência a ser feita, diante de um comportamento sexual
inadequado, é que se verifique se esse comportamento não
está ligado a alguma necessidade natural e não sexual.
O paciente demenciado geralmente comporta-se inocentemente, sem
malícia e, por ter perdido o senso de crítica, vergonha
e pudor pode estar comportando-se inadequadamente no sentindo de
apenas e tão somente provocar o seu bem-estar.
Uma senhora pode tirar a blusa em público porque está apertada
ou porque está com muito calor, um homem pode estar manipulando
seus genitais para aliviar-se de uma coceira ou irritação
naquela região, ou pode abaixar as calças porque quer urinar.
Esses exemplos demonstram que a primeira coisa a ser feita é raciocinar
tentando associar o comportamento a algum fato correspondente.
A atitude a assumir é encarar esses distúrbios com naturalidade
e racionalidade. O enfrentamento do episódio com tranqüilidade,
distraindo o paciente com algum objeto ou antecipando a hora do banho
pode ser eficaz.
Uma outra advertência
diz respeito a episódios onde estão envolvidas
crianças.
Ao surpreendente.
Quando repetem uma pergunta pode ser por terem esquecido que acabaram
de fazê-la. Certas perguntas devem ser respondidas de maneira a
fornecer-lhes alguma orientação. A pergunta - Que horas
são?- repetida compulsivamente, não deve merecer respostas
como Eu já disse!!, É uma hora da manhã, e sim por
respostas como - É hora de almoçar, É hora de tomar
banho, É hora do remédio e assim por diante.
Devemos ter em mente que, se o paciente está perguntando algo, é porque
tem algum interesse no assunto e devemos responder-lhe de modo adequado.
Se perguntar - Onde está minha mãe? mesmo que já tenha
falecido, pare um pouco e fale sobre aquela pessoa. Isso deverá melhorar
a inquietação do paciente.
PERSEGUIÇÃO
O paciente segue o cuidador por toda parte.
Essa alteração é extremamente angustiante para o
cuidador e propicia um relacionamento tenso e hostil.
Para o paciente, o cuidador é na verdade o seu complemento, a
sua única ligação com aquele mundo que ele está incapacitado
de viver sem ajuda.
É compreensível que ele não queira deixar o seu passaporte
para o mundo real ficar fora de sua vista e de seu alcance. O cuidador passa
a ser parte dele, seu bem-estar, sua segurança, a manutenção
nas atividades elementares, a própria sobrevivência.
Deve-se tentar proporcionar uma atividade de modo que ele saiba que você está por
perto. A ocupação em alguma atividade produtiva onde você lhe
diz que ele o está ajudando, pode ser eficaz por sentir-se útil
fazendo-o feliz e acalmando-o.
Existe uma certa resistência em dar alguma atividade ao paciente.
Alguns sentem remorso por estarem fazendo com que pessoas doentes trabalhem,
mas essa idéia é totalmente inadequada e desprovida de
bom-senso. O senso de utilidade encontra-se inexoravelmente agregado
ao espírito do ser humano; sentindo-se útil, muitas inquietações
podem ser minimizadas.
Esse comportamento pode ser extremamente penoso e estressante, pedir
ajuda para algum outro membro da família para que esteja a cargo
do paciente durante determinados períodos de tempo, ajudam e propiciam
ao cuidador ao menos alguns momentos de tranqüilidade.
Essa medida também colabora no sentindo de mais alguém
presenciar o fato e poderem trocar suas impressões...
DESAPARECIMENTO
DE OBJETOS
É comum que o paciente esconda ou perca objetos ou ainda que esqueça
onde os colocou.
Face aos transtornos que causam quando perdidos, como as chaves do carro,
chaves em geral, jóias e documentos importantes, devemos prevenir
esses acidentes guardando os objetos em local protegido, fora do alcance
do paciente.
A prevenção destes acidentes é a melhor medida a
adotar.
É conveniente que se compreenda que o paciente não faz isso para
irritar o cuidador, ele não sabe o que e nem porque está fazendo.
O ato de esconder objetos que lhe pertencem traduz o sentimento de insegurança
que se desenvolve no paciente. A posse desses objetos lhes dá segurança
em termos de sobrevivência física.
Os pacientes demenciados perderam muitas coisas que eram apenas deles:
a memória, o raciocínio, a intelectualidade, a orientação
tempôro-espacial, a coordenação motora e sua vida
social. Pequenos objetos guardados são talvez as últimas
coisas que possuem, que pertencem só a eles e assim as valorizam
e as protegem, a qualquer custo.
Devemos compreender esses fatos sob a luz do raciocínio claro.
Para o doente um grampo de cabelo tem o mesmo valor que para nós
tem um solitário de diamante.
Os pacientes escondem objetos nos locais mais inusitados, mas alguns
são preferidos. Os locais que devem ser checados são: embaixo
de colchões, dentro de sapatos, gavetas, guarda-roupas, especialmente
nas partes superiores, locais onde costumava guardar seus objetos de
valor e latas de lixo. Nunca coloque o lixo fora, para ser retirado,
sem ter sido revistado.
AUTOMUTILAÇÃO
Alguns pacientes canalizam suas energias contra eles próprios.
Batem a cabeça na parede várias vezes, mordem os lábios,
mordem as unhas e sugam os dedos, coçam-se com violência,
puxam cabelos e os arrancam e mais uma série de mutilações
são descritas.
Aparentemente esses comportamentos são de autodestruição,
mas geralmente são manifestações de estresse e angústia.
As medidas a serem adotadas devem atender a dois objetivos fundamentais:
a redução do estresse e a ocupação do tempo
ocioso do paciente com alguma atividade.
A ocupação
ainda é a grande aliada na abordagem desses distúrbios.
Mantê-los com as mãos
ocupadas em alguma atividade como desenhar ou dobrar roupas
ou papéis apresenta resultados satisfatórios.
Os exercícios físicos e passeios também
são alternativas positivas, para que gastem energia.
Evidentemente, pessoas que se automutilam devem ser supervisionadas constantemente
e a prevenção de acidentes pode ser feita retirando do
seu alcance objetos cortantes ou pontiagudos e substâncias tóxicas.
Cobrir as lesões com curativos, usar roupas que de alguma maneira
dificultem o acesso a áreas preferidas para mutilação,
assim como o uso de luvas sem dedos e a manutenção das
unhas bem aparadas auxiliam o manejo desta alteração comportamental.
Como em outros tipos de alterações de comportamento, a
abordagem calma e carinhosa do paciente e outras medidas que diminuam
o estresse e a angústia devem ser utilizados.
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ACUSAÇÕES
E INSULTOS
A acusação de roubo de objetos ou de dinheiro ou de o estarem
maltratando é comum. A avaliação deste comportamento
deve ser feita levando-se em conta determinados aspectos.
Especialmente na fase inicial, o paciente entende que está sofrendo
perdas e que de alguma maneira suas habilidades estão declinando.
Podemos imaginar o sentimento de angústia e medo do futuro associado
com extrema desorientação que resultam numa grande confusão
dentro do mundo do indivíduo. Esses fatos podem determinar que
o paciente tente de alguma maneira negar a princípio essas dificuldades
e, portanto lance mão de artifícios acusatórios.
Quando acusa alguém de ter roubado o seu relógio ou os
seus óculos, quando na verdade os esqueceu em algum lugar, está manifestando
uma atitude de defesa e utilizando o acusado como bode expiatório.
A noção de crítica e de auto-estima prejudicados
assim como a total perda de censura e quebra com os laços sociais
tradicionais favorecem esse comportamento.
Essas acusações trazem consigo grande tristeza e problemas
para quem está diretamente envolvido no cotidiano do paciente,
especialmente quando atingem pessoas contratadas como acompanhantes ou
pessoal de enfermagem.
Pode ocorrer que o paciente tenha escondido ou esquecido onde colocou
algum objeto. Se o paciente acusa o seu cuidador ou outra pessoa contratada é freqüente
um estremecimento nas relações mantidas com os familiares
e a instalação de um ambiente pesado e cheio de suspeitas.
A dúvida entre o que realmente está acontecendo é desgastante
e coloca em risco o equilíbrio ambiental. A isso tudo devemos
acrescentar que os familiares, às vezes, continuam não
sabendo até que ponto o paciente está doente e portanto
até que ponto devem acreditar no que diz, pois em muitos momentos
apresentam-se fisicamente normais e com períodos de lucidez. A
primeira regra é não se defender das acusações.
Não deve-se discutir - a nossa lógica não será entendida
por ele.
Quando nos colocamos frontalmente contra a acusação feita,
acabamos por promover uma situação de confronto, onde uma
das partes não terá condições de entender
os seus argumentos, porém, entenderá muito bem que você está nervoso,
irritado e com raiva dele e que, portanto, são adversários.
Ao invés do enfrentamento puro e simples, deve-se procurar por
soluções criativas. Se, por exemplo, o paciente acusa o
cuidador com freqüência de ter roubado os seus óculos,
mantenha a mão um par de reserva até que o original seja
encontrado.
Encoraje o paciente a falar sobre o ocorrido, não concorde nem
discorde, apenas ouça e, talvez com uma breve explicação
baseada na precariedade dos argumentos apresentados, possa atenuar o
episódio.
O cuidador deve manter o papel de confidente; quando o paciente acusa
outras pessoas, esse papel de confidente é muito positivo, pois,
além de o paciente estreitar seus laços de confiança
com você, terá noção de que não está só ou
isolado com suas angústias. Diga a ele que você entende
o que está passando e que você está solidário.
Pessoas com esses distúrbios de comportamento detestam surpresas;
portanto, sempre que algo fora da rotina for ocorrer, avise e explique
com antecedência. Um sentimento de grande insegurança no
manejo de suas vidas pode levar o paciente ao pânico, especialmente
quando ocorrem fatos diferentes daqueles que estão habituados.
Quando o paciente acusa diretamente o cuidador, às vezes uma simples
mudança de assunto ou a distração com alguma outra
coisa, desvia sua atenção e logo se esquece da acusação.
NÃO CONFRONTAR é a palavra de ordem.
As pessoas que terão contato com o paciente devem ser avisadas
desta característica, para que possam estar preparadas para eventuais
acusações e saber como agir.
Por fim, alguns medicamentos, apesar de seus efeitos colaterais, atuam
bem no controle dessas alterações.
AS REAÇÕES
CATASTRÓFICAS
As reações catastróficas ou explosões de
raiva e violência contra algo ou alguém sem motivo aparente
e de instalação súbita são características
dos pacientes com a doença de Alzheimer.
Acidentes insignificantes, como dificuldades em abotoar uma camisa ou
quando percebe que esqueceu o zíper aberto, são ocorrências
suficientes para deflagrar uma catástrofe, passam a gritar e até a
se esbofetear violentamente.
Ao serem pressionados podem também apresentar reações
violentas. Se lhes fazemos uma pergunta para o qual não tenham
resposta, respondem agressivamente, choram e em alguns casos recorrem
até a violência física.
Várias podem ser as causas da mudança súbita de
humor: a mudança na rotina, aglomerações, ruídos
e a dificuldade no cumprimento de tarefas que não podem realizar
levam o paciente a reagir com agressões verbais, socos e pontapés.
Nos homens fortes esses fatos são especialmente preocupantes.
Não é raro que homens sadios do ponto de vista físico
e relativamente jovens sejam mais agressivos que os seriamente debilitados
por razões relativamente racionais. Sabem que ainda mantém
algum vigor físico e o usam para os fins que entendem ser os mais
adequados.
Na ocorrência de uma reação catastrófica com
esses pacientes, o enfrentamento pode ser perigoso e é aconselhável
evitar o confronto, sair do raio de alcance e buscar ajuda.
Na impossibilidade de se colocar fora do alcance da violência física,
a utilização de escudos improvisados como: travesseiros,
cadeiras ou qualquer outro objeto é melhor que o enfrentamento
sem proteção.
Na vigência de agressão, a única medida a tomar diz
respeito à própria proteção. As palavras
não costumam ajudar, gritar por socorro ou mandar parar só aumentam
a ira do paciente.
Com o escudo improvisado como um travesseiro, tente manter o paciente
em um canto do ambiente até que se acalme. As reações
catastróficas atingem seu clímax inesperadamente, porém
felizmente as agressões costumam cessar em poucos minutos.
Tente não demonstrar medo ou ansiedade, estar calmo é a
melhor arma que possuímos. Pacientes com doença de Alzheimer
costumam imitar comportamentos. Se você aparenta calma ele provavelmente
agirá calmamente, se você falar pausadamente em voz baixa
e com timbre agradável ele tenderá a imitar.
Após o ocorrido deve-se repor o mais rapidamente as coisas em
seus lugares de origem e manter o ambiente o mais calmo possível.
Falar calmamente dizendo a ele que você continua com ele, que não
sairá nem o deixará só, que não se preocupe,
que tudo está bem agora, mesmo que não entendam totalmente
o significado destas frases, entenderão que você está bem
e que são amigos.
Um passeio ou um pequeno lanche juntos complementam e finalizam bem o
episódio.
É importante que analisemos as razões das reações
desse tipo. Normalmente encontraremos o motivo que a desencadeou.
Os pacientes demenciados não conseguem pensar em várias
coisas ao mesmo tempo. Se receberem uma ordem complexa que contenha opções
como: “pegue as meias pretas na gaveta, mas se não as encontrar
na gaveta pode colocar as marrons de lã, aquelas que eu lhe dei
no seu aniversário”, frases complexas desse tipo, com muitas
informações e opções podem confundir o paciente,
irritando-o por se sentir incapaz de coordenar todos esses pensamentos
e daí reagir com fúria.
Outro fator refere-se à pressão psicológica a que
são submetidos por entrevistas durante as aplicações
de testes cognitivos. É necessário uma boa dose de bom-senso
na condução desses procedimentos prevenindo essas alterações.
Deve ser lembrada a lentidão de raciocínio que apresentam,
portanto após uma ordem ou solicitação simples é necessário
que lhes seja dado o tempo adequado para que entendam a ordem e possam
processá-la.
O paciente demenciado nunca deve ser apressado ou pressionado.
Essas reações não são freqüentes e fazem
parte do curso natural da doença.
É especialmente freqüente na fase inicial, mas não se perpetuam
como comportamento básico tendo a duração de alguns meses
apenas. Quando esta manifestação se instala, regride rapidamente,
durando apenas alguns minutos, tempo suficiente para que o paciente gaste sua
energia e se acalme.
As situações que geralmente desencadeiam essas reações
ocorrem em geral, quando o paciente não consegue entender o que
lhe está sendo dito, quando encontra dificuldade para vestir-se,
quando não consegue abrir alguma coisa ou fazer funcionar algum
aparelho; também com ruídos desagradáveis, ambientes
e pessoas estranhas, quebras de rotina, o descobrimento da incontinência,
ambientes tensos ou pessoas discutindo.
Um bom exemplo que ilustra com simplicidade a possibilidade de se poder
contornar e prevenir essas situações é a de um senhor
que todas as manhãs reage com ira ao fato de não conseguir
dar o laço em seus sapatos. Verificada a causa, a simples mudança
para sapatos do tipo mocassim resolverão o problema.
O cuidador, mais uma vez, deve associar sua sabedoria e paciência às
funções de psicólogo e detetive.
O cuidador deve agir como um verdadeiro detetive. Suspeitar de tudo,
das roupas que podem estar machucando, do barulho ritmado do relógio,
do tempero da comida. Deve-se escolher duas possibilidades de cada vez
e investigá-las. Parar o relógio, trocar os travesseiros,
mudar aquele quadro de lugar etc. e ver o que acontece.Um registro que
demonstre alguma relação com o período em que as
reações costumam ocorrer, é de grande valor.
O paciente pode estar tendo essas reações às 11
horas da manhã porque tem fome e seu almoço normalmente é servido
ao meio dia; essa, entre tantas outras possibilidades, deve ser investigada.
É freqüente e esperado que, devido à impossibilidade de se
comunicarem relatando suas necessidades, acabem por tornar-se irritados, desencadeando
as temíveis reações catastróficas.
Particularmente para pacientes que ainda mantém alguma independência,
se colocarmos todas as suas roupas em cima da cama para que se vistam
sozinhos, poderemos estar fazendo com que tenham que optar pelas peças
e isso pode ser muito difícil para eles. É melhor que lhe
entreguemos uma a uma. A simplificação das ações
passo-a-passo é indispensável na prevenção
desse distúrbio.
O que para nós é um ato fácil e até automático,
para o paciente pode ser uma tarefa hercúlea.
Na vigência das reações catastróficas existem
algumas providências que podem anular ou impedir que elas progridam:
Distrair o paciente colocando
inesperadamente em suas mãos qualquer objeto não
contundente.
Ligar a TV.
Convidar para um passeio ou para fazer algo que goste.
Falar com carinho e aproximar-se amistosamente.
Manter uma posição de vulnerabilidade, com os braços
ao lado do corpo e semblante carinhoso.
Ignorar sua reação.
Alguns cuidadores cantam canções conhecidas e relatam que
o paciente costuma iniciar a cantar também.
Restringir apenas em último caso, quando houver real perigo.
Procurar ajuda médica no domicílio, chamando um Pronto
Socorro. As ambulâncias costumam ter equipamentos para restringir
pacientes violentos.
Certos casos são de difícil manejo e muitas vezes comprometem
seriamente o convívio,e quando os medicamentos também fracassam,determinam
a última e triste alternativa: a institucionalização
definitiva.
DELIRIUM
O delirium é uma alteração mental onde uma idéia
fixa totalmente desprovida de realidade é vivida.
São situações que certos pacientes vivenciam com
uma nitidez muito grande pensando fazer parte de suas vidas.
O delirium têm
uma característica muita bem marcada nos pacientes
demenciados.
De nada adianta tentarmos demonstrar ao paciente que não estamos
viajando num trem e sim almoçando juntos na cozinha.
Para eles essa sensação é muito real e impossível
de ser questionada. Por outro lado nunca devemos concordar com eles reforçando
o quadro.
Normalmente o cuidador participa e está incorporado ao episódio
delirante de uma forma negativa, uma pessoa má.
Não devemos negar e muito menos concordar com o paciente, devemos
tentar distraí-lo com argumentos e objetos reais trazendo-o de
volta à realidade. Fale coisas concretas e reais, peça
conselhos sobre o que vamos fazer para o jantar e idéias semelhantes.
Se o paciente o questionar sobre se o Governador ou o Presidente da República
telefonaram não negue a possibilidade; diga simplesmente: “não
que eu saiba.
Alguns quadros delirantes são inofensivos e, portanto nada
há que ser feito, porém, se ocorrem subitamente devemos
investigar se há uma causa subjacente.Nunca deve-se aceitar esse
distúrbio como evolução normal da doença
de Alzheimer antes de afastar clinicamente causas orgânicas.
Pacientes que se dizem grávidas não são casos raros.
Elas podem estar necessitando de maior contato com crianças, em
virtude de alguma carência nesse campo de necessidades, na troca
de afeto da relação, mãe-criança.
Pacientes restritos a cadeiras de rodas podem-se imaginar dirigindo carros
de corrida para atenuar a semimobilidade a que estão submetidos.
ALUCINAÇÕES
As alucinações são formas de alteração
mental normalmente associadas aos objetos da casa, às cores das
paredes, aos lustres, aos livros que se transformam ou abrigam animais
repugnantes.
Os ratos, as cobras, aranhas, caranguejos, baratas e insetos são
os animais que costumam estar presentes nas alucinações.
É impressionante vermos uma pessoa nos mostrando ratos e insetos imaginários
nas paredes, nos cobertores e no seu próprio corpo.
A primeira providência é dizer que você está lá para
ajudar e entende o quão ruim é ter esse tipo de visão.
Diga também que tudo isso que ele está vendo não
irá lhe fazer mal e que você o protegerá.
Normalmente as alucinações respondem bem ao tratamento
medicamentoso. As medidas não-medicamentosas são de pouca
utilidade. A intervenção médica se impõe.
ILUSÕES
Ilusões são eventos onde determinados objetos, sombras
ou sons, imitam formas ou ruídos que os amedrontam. Um cortina
ao vento, uma sombra projetada em forma de cobra ou monstro pré-histórico
são duas entre as infinitas possibilidades. As ilusões
normalmente são facilmente detectadas e removidas.
DISTÚRBIOS
DO SONO
As alterações do comportamento durante a noite são
uma característica marcante da doença de Alzheimer e motivo
de grande preocupação.
Dentre as alterações ligadas ao sono estão invariavelmente àquelas
associadas ao despertar no meio da noite e ao encurtamento do período
do sono noturno propriamente dito.
Outras considerações sobre o fato de os pacientes dormirem
menos devem ser analisadas.
A doença de Alzheimer, por ser doença idade-dependente,
aumenta sua freqüência nos pacientes idosos que, por sua vez,
têm menos necessidade de sono. O indivíduo, à medida
que envelhece, diminui normalmente o seu período de sono e esse é um
aspecto relevante.
Associa-se a esse fato a falta de atividade física durante o dia
e, portanto, um dispêndio menor de energia, assim com a maior ocorrência
de períodos curtos de repouso e sono durante o dia.
Costuma-se determinar à hora de dormir para os pacientes, geralmente
mais cedo. Alguns pacientes são preparados para recolherem-se
logo após o jantar.
Durante uma consulta médica os familiares se queixaram que
o paciente despertava no meio da noite e não dormia mais. Quando
os hábitos de sono foram investigados descobriu-se que ele era
colocado na cama por volta de 7 ou 8 horas da noite e depois de 6 a 7
horas de sono, isso é, por volta da 1 ou 2 horas da manhã,
despertava e assim toda a família, provocando transtornos no período
de repouso dos demais.
Esse é um raciocínio lógico e nos remete a conclusão óbvia,
que o horário de dormir do paciente não deve ser diferente
dos outros membros da casa que com ele convivem. Outro aspecto relevante é quanto
ao ciclo de sono que, quando bem estabelecido, é de mal e que
você o protegerá.
Normalmente as alucinações respondem bem ao tratamento
medicamentoso. As medidas não-medicamentosas são de pouca
utilidade. A intervenção médica se impõe. |